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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Segunda era



Fim de segunda era


Bom dia meu melancólico suicídio, como tens dormido? A noite às vezes é fria, mas o sangue de meus pulsos cortados lhe aquecera.

Eu fui um bom menino, agora quero minha recompensa. É-me reconfortante saber que o sol brilha alto no céu e que apesar dos pesares o mundo ainda respira.

Meu testamento não foi escrito; sem folhas em branco; sem folhas que deveria ter escrito.

Daqui; vejo meu corpo que logo não existira mais, espero que lembrem-se de mim, só por um dia, mas lembrem-se.

Agora vamos que à noite já está por vir, não quero mais o escuro, só a luz me interessa.

Ascendam às velas, não mais respiro.

Marcos Henrique

sábado, 27 de novembro de 2010

Prosa de um cão sem dono



Prosa de um cão sem dono
(Marcos Henrique)



Nasci no mundo. No suco do mundo;
Nasci para o mundo. No fundo do imundo;
Nasci para o mundo, sou filho do incerto;
Nasci no mundo, no acaso que me afaga, me bolina, me estraga;

Sou filho do nada. Sou só, apenas palavras frouxas em bocas sem dentes de lindas donzelas que rangem suas coxas, em sonhos ardentes.

Fui fruto do pecado estéril;
Do pecado mortal;
Do pecado que não pequei;
Do pecado com quem flertei;
Solidão a noite importa para dentro do nada, meu eu.

Sou fruto. O fruto podre que espera uma boca rasa para me deflorar. Não! Esqueçam, esqueçam tudo o que falo, sou apenas um louco que dorme em esquinas, que dorme e nunca é visto. Que apenas dorme e pronto.

Não quero que me entenda, apena me sinta;
Apenas me toque;
Apenas não me oprima com seu silêncio, com seus olhos sem vista para dentro de minha miséria, de minha trágica vida sem rimas exatas, sem métrica, sem regras a serem empregadas, apenas linhas mortas, porém minhas linhas, lindas e chocas. Palavras tolas são tudo o que tenho para te oferecer, e mesmo assim recusas.

Não quero que me entenda, apenas vá, siga, faça o que todos sempre fizeram. Não me note deitado ao chão, não me note fendendo ao chão;
Não me note;
Não me toque;
Não me veja;
Não chore;
Apenas siga, siga com o seu não.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

2012 - Depois do Fim do Mundo...


Gael faz o café da manhã de sua família e dança ao som da música que toma conta da cozinha, de repente um estrondo é ouvido como se uma enorme bomba explodisse em seu quintal, a casa toda treme, Deyse e Vinicius gritam de pavor, mas antes que Gael possa fazer alguma coisa de correr em socorro de sua esposa e filho o fogo toma conta de todos os cômodos e em menos de um minuto escuridão total; a vida não existi mais naquela casa....

(Continua)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Eu nada sou

Posso ser julgado por meus fracassos?

Posso ser julgado por meu amor?

Posso ser julgado por todo meu ódio?

Posso ser julgado por minha dor?

Posso ser eu mesmo?

Posso ser tudo? Eu que nada sou?

Quantas cartas não lidas, todas queimadas sem serem lidas.

Quanta estupidez posta em cartas de amor, o sol do meio dia é menor que minha dor.

Minhas lembranças são tristes, minha tristeza atual, corro livre sem destino, sem rumo, sem direção, mas me sobraram rosas – estão todas mortas, vou queima-las e jogar suas cinzas na escuridão.

Posso ser julgado por meu pensar distorcido? Provocativo? Pessimistas?

Alusão!

Marcos Henrique

terça-feira, 23 de novembro de 2010

22 de novembro dia dos músicos. Parabéns

Dia 22 de novembro, fio dia do músico e tive a honra de participar dessa festa maravilhosa, organizada pelos músicos da Banda Municipal de Jaboatão Pe. Chromácio Leão.

A festa aconteceu em Jaboatão velho/PE, onde a pátria nasceu, tive a oportunidade de recitar alguns de meus poemas na presença de convidados ilustres como o Maestro Spok, os músicos Gilberto Pontes, André Travassos, Nilsinho Amarante, Edízio do Forró, professor Enoke Chagas, o grupo da Funase de Jaboatão com a Banda do Projovem Adolescente, dentre outros.

Música e poesia são irmãs, pois enchem nossos corações de emoções e sensações inesquecíveis.

Vejam algumas fotos


Eu recitando meu poema Mudança

O maestro Petrôneo a Banda Municipal Pe. Chromácio Leão

Maestro Spok

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

14/05/09



O contrário do doce é o amargo;
O contrário do ócio é o afago;
O contrário do tempo é a vida;
O contrário da rima, são mais rima?
O contrário do contrário, do contrário é o contrário da lida;
O contrário da dor são as lágrimas?
O contrário de tudo é o mistério do mundo.


Marcos Henrique.

sábado, 20 de novembro de 2010

2012 - Depois do Fim do Mundo (ainda escrevendo)



Um som agudo cresce na sala, parece só afetar os homens que estão ali os guarde ou carrascos com seus rostos encobertos nada sente, os bastões começam a ser usados e a colheita iniciasse com vigor, alguns gritam, outros apenas ficam a sangrar os ouvidos, um a um são escolhidos e marcados feito gado, à medida que caem no chão por causa da corrente elétrica que recebem são cercados por dois ou três guardas e recebem no pescoço uma dose de uma substância seus pescoços são marcados por uma tatuagem com suas numerações. Alguns recebem apenas uma dosagem outros recebem duas e apenas poucos recebem três, todas de cores distintas algumas são verdes outras azuis, mas os que recebem as três dosagens recebem uma de cor negra, Gael faz parte dessa minoria que recebe três doses, quando todos já estão devidamente vacinados e os guardas já não estão mais no salão no canto das paredes são abertas pequena portas parecida com casas de ratos de desenho animado, mas dali não vai sair nenhum Jerry, pequenos robôs parecidos com aranhas, mas do tamanho de formigas saem em disparada na direção dos homens já exaustos caído no chão. O terror recomeça dessa fez com aquelas estranhas nano criaturas lutando para entrar pelas bocas daqueles pobres diabos deixados a sorte, alguns se perguntam se não seria melhor ter lavado aquele tiro no lugar daquele homem desconhecido, o ritual dura tanto tempo que alguns nem reagem mais apenas aguardam o fim de toda aquela tortura.

- Bom dia meu amor - fala Deyse beijando a boca de Gael.

- Que dia é hoje? – pergunta Gael se espreguiçando vagarosamente na cama.

- O que importa, os dias as horas não importam mais meu amor, o que importa mesmo é que eu te amo e que vamos ficar juntos para sempre – responde Deyse carinhosamente.

- Como eu me chamo Deyse? – pergunta Gael segurando-a delicadamente pelo braço.

- Você se chama...

- Acorda cara! – fala uma voz rouca e um tanto quanto bruta.

Gael acorda meio que perdido, assustado, era apenas um sonho, talvez ele nunca descubra seu verdadeiro nome, talvez ele tenha que ser chamado pelo resto da vida de MHX77.

- Não se preocupe é normal se sentir assim, você deve ter sonhado, são lembranças de sua outra vida antes de toda essa merda aqui, vai voltar a se lembras das coisas, se viver o suficiente para isso – continua falando o homem de voz rouca que coça seu pescoço passado à mão em sua cicatriz.

Gael começa a tremer e a sentir dores no estomago.

- Isso vai passar, são efeitos colaterais de toda aquela merda que colocaram em você, essa dor de estomago que você está sentindo são os novos moradores de seu corpo, você deve se lembra do que comeu a contra gosto - continua falando o homem e sorrir sarcasticamente – são nano robôs eles agora fazem parte de você, estão te moldando entende, para você se tornar um super soldado, assim como todos que estão nesse alojamento, nós nos autodenominamos A Sociedade do Coelho Branco, somos a elite da elite sacou? – continua falando o homem sem cessar.

Gael fica olhando em volta e percebe que ali tem mais pessoas, alguns estão deitados, outros jogam, alguns parecem tranqüilos riem, um verdadeiro clima de amizade reina na quele lugar, tudo parece normal, mas o que é normal agora na vida de Gael na vida de MHX77.

- Quem é você? – pergunta Gael com um pouco de dificuldade.

- Meu nome verdadeiro é Hugo, mas para eles eu sou o SP12, soldado especial do esquadrão BU, esse será o seu esquadrão também, vou ser seu guia aqui – responde Hugo dessa vez menos rude.

- O que está acontecendo aqui? O que aconteceu com a terra? Eu só me lembro de... , não consigo me lembrar de nada, parece que eu acabei de nascer – continua a perguntar Gael agora com menos dores e já sem tremer.

- É só mais uma guerra, só mudaram os personagens e a cor do sangue, mas no final é só mais uma luta por poder, por interesses implícitos – fala Hugo com uma serenidade de filósofo.

- Você está aqui há quanto tempo? – continua perguntando Gael.

- A última vez que pensei nisso fazia seis anos, depois de um tempo, de ver tantas pessoas morrem os dias não importam mais sabe, o que importa é sobreviver, coloque isso em sua cabeça, “SOBREVIVER” é o que importa – fala Hugo olhando seriamente para Gael.

(continua...)